sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

CASO CARLINHOS: Reconstituição aconteceu ontem!

A Polícia Civil fez ontem a reconstituição das circunstâncias da morte do médico Carlos Roberto Ferreira Filho, 25 anos, em Tabapuã. O médico teria sofrido um acidente na rodovia que liga Tabapuã a Novaes, na madrugada do dia 28 de novembro do ano passado, após ter saído de uma festa. Além da hipótese de acidente, a polícia também investiga a possibilidade de homicídio. No dia da morte, ele estava com a namorada, a assistente social Thiciane Cherutti, 22. Em depoimento na época, ela contou à polícia que dirigia a Saveiro do médico enquanto ele fumava um cigarro de maconha.
O cigarro teria caído do lado de fora, e o médico pedido à namorada que parasse o veículo. Ao se negar, ele teria destravado a porta e pulado com o carro em movimento, a uma velocidade de cerca de 50 km/h. O médico recebeu os primeiros atendimentos no Hospital de Tabapuã, de onde foi levado pelo Samu ao Hospital São Domingos, em Catanduva. De lá, foi transferido no mesmo dia ao Hospital de Base, em Rio Preto, onde morreu no dia 30, por traumatismo craniano encefálico grave devido à ação de objeto contundente.
Além de Thiciane, participaram da reconstituição o empresário Bruno Ferreira Calseverini, 27, primo e primeiro da família a encontrá-lo no local do acidente, o comerciante Maurício Vitório Calseverini, 55, tio do médico, que o socorreu até o hospital, e o engenheiro agrônomo Flávio Martin, 35, casado com a irmã de Ferreira Filho, Carla Ferreira, 28, também médica.
Durante a reconstituição, Thiciane manteve a versão do depoimento. No dia do acidente, ela teria ligado do celular do namorado para Bruno pedindo ajuda, e fez massagem cardíaca e respiração boca-a-boca, na tentativa de reanimá-lo, enquanto não vinha socorro. Bruno contou que encontrou o primo deitado de barriga para o alto e desacordado, e ligou para seu pai.
Antes disso, um homem que passava pela rodovia teria chamado a Polícia Militar, que entrou em contato com a irmã do médico. Ao chegar ao local e ver a gravidade em que se encontrava o irmão, ela mandou que ele fosse colocado no carro do tio e levado ao hospital.
O delegado de Tabapuã, responsável pelo caso, Marcelo Pupo de Paula, disse que irá ouvir Thiciane novamente em razão de algumas contradições. “Por enquanto ela ainda não é tratada como suspeita.” O delegado quer saber se houve agressão física ou verbal entre o casal antes do acidente, uma vez que o primo do médico narra que durante a ligação, Thiciane teria falado que eles haviam brigado e que o namorado tinha pulado do carro e batido a cabeça.
De acordo com familiares do médico, o casal tinha um relacionamento conturbado, devido ao ciúme de Thiciane. Durante a reconstituição, ela se manteve aparentemente calma e se emocionou apenas uma vez, quando a perícia pediu para que narrasse um dos momentos em que ele estava deitado na rodovia. Thiciane estava acompanhada de um tio e da advogada. Ninguém quis dar entrevista.
 
Laudos

O delegado disse que ainda aguarda laudos do Instituto de Criminalística, em São Paulo, para concluir o inquérito, além do resultado da reconstituição, que irá apurar se a queda do veículo provocaria a causa da morte apontada no laudo. Ele requisitou perícia para constatar presença de sangue e couro cabeludo numa chave de rodas da Saveiro. Também aguarda laudo do exame feito em roupas e no veículo para constatar sangue ou danos na porta direita causados pela suposta queda.
Segundo o laudo necros-cópico, o médico tinha escoriações no cotovelo e antebraço esquerdos e lesão na região frontal. O delegado ainda aguarda resultado do exame toxicológico. Formado em 2009, o médico Carlos Roberto Ferreira Filho estava num momento feliz de sua carreira, de acordo com parentes.
Ele comemorava o trabalho que tinha conseguido em duas unidades de saúde de Rio Preto, onde morava num apartamento da família. O casal namorava havia cerca de nove anos e, segundo familiares, a relação não era vista com bons olhos por pessoas próximas a ele. “Ele era uma pessoa da paz, estava sempre calmo e não arrumava confusão com ninguém”, disse o primo Bruno. 
 
 
matéria retirada na íntegra do portal http://www.diarioweb.com.br/

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